quinta-feira, 9 de maio de 2013

Do Coração Trino. Da Paz. Do Amor...

Lágrimas de Cristo


Eu sou a dor do mundo.
Eu sinto a dor do mundo.
Eu sou a tristeza no coração daquela mãe que perdeu seu filho.
Eu fico triste quando você, meu irmão, age como se não me conhecesse.
Você diz por aí que me ama.
Eu sei que não, mas eu te amo mesmo assim.
Eu te amo mesmo que você use meu nome para ferir o seu próximo.
Mesmo que você diga que em meu nome é justo ferir e matar.
Mesmo quando o amor que você acha que tem por mim é usado para a injustiça.
Acima de tudo, eu te amo e perdoo.
Perdoo porque o perdão, a misericórdia e a compaixão são a melhor forma de demonstrar todo o enorme amor de nosso Pai. Porque não existem porquês.
Os olhos de Cristo choram quando nos seus olhos só existem a vingança e o vermelho sangue.
Porque quando um irmão nosso cai em terra por sua violência, o Pai chora.
Ele chorou e chorará por todos, não se esqueça. Qualquer um.
A cada ser violentado pela ignorância, uma célula de Deus se parte.
Somos todos um.
E o que mantém a coesão entre todos nós pequenas células é este grande infinito e inexplicável amor. Sem ele, um grande câncer se forma e nós adoecemos e nos separamos.
Irmão, não fique tão distante.
Você está indo para tão longe, às vezes o perco de vista.
Venha para perto do meu coração.
Nele há tanta luz que as sombras não podem ficar.
Nele, é o seu lugar.
De onde nunca deveria ter saído.
Irmão, apesar de tudo que dizem, eu acredito em você.
Eu acredito no seu amor, no nosso amor, no amor que todos compartilhamos.
Eu sei.
Aí, dentro de você,
Ele vive.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Karma: quem é mesmo o karma de quem?




Se nos dedicarmos extremamente ao karma do outro, como poderemos nós mesmos vivermos o nosso próprio karma e dharma? Podemos compartilhar momentos, darmos nossa ajuda de alma e coração. Mas não podemos tomar o karma do outro como nosso, como se pudéssemos fazer algo para modificá-lo. Podemos, sim, amenizá-lo, mas não podemos fazer escolhas pelo outro. Pode ser que até estejamos impedindo-o de aprender o que realmente precisa. Ou melhor, adiando o aprendizado, porque ele sempre vem. Estando tudo em perfeita ordem, me liberto de qualquer obrigação que eu ainda ache que tenha com o karma de qualquer pessoa, seja por laço familiar ou não.

Muitas pessoas compartilham karmas familiares, mas nem todos eles são coletivos. Algumas pessoas acabam ficando presas em sansaras porque não conseguem enxergar um caminho próprio a seguir. Ou porque se sentem excessivamente responsáveis ou culpadas pelo caminho do outro. Mas nem sempre precisamos passar pelo aprendizado do outro ou com o outro. Cabe a nós escolhermos o nosso caminho.

"Na tradição shivaísta, Garuda, o deus-águia, aparece como guardião do deus Shiva. Um antigo texto chamado Shiva Purana conta que, uma vez, Garuda, montando guarda no alto do Monte Kailash, morada de Shiva, reparou num pequeno pássaro que cantava entre as rochas. O poderoso deus-águia ficou maravilhado pelo contraste entre a majestade da vasta cordilheira do Himalaia e a delicadeza dessa pequena criatura. Disse para si mesmo: 'Que maravilhosa é natureza! A mesma Consciência que criou as imensas montanhas, fez igualmente este pequeno pássaro, e ambos são igualmente admiráveis'.

Nesse mesmo momento, Yama, o Senhor da Morte, apareceu na distância, cavalgando seu búfalo negro. Garuda reparou que o deus da Morte, ao se aproximar, olhou com curiosidade para o pequeno pássaro ao passar, mas continuou andando, pois ia ao encontro de Shiva. Considerando aquele olhar de Yama como um presságio da morte para o pequeno pássaro, Garuda, cujo coração é cheio de compaixão, decidiu salvá-lo. Pegando com delicadeza o frágil pássaro entre suas poderosas garras, voou para muito longe, até a beira do rio Ganges. Lá, encontrou um lugar que lhe pareceu suficientemente seguro, com abundante água, vegetação e alimento. Deixando o pássaro sobre uma rocha, retornou para seu posto no alto do Monte Kailash.

Quando o Senhor da Morte estava retornando do seu encontro com Shiva, Garuda perguntou-lhe: 'Yama, quando você chegou, observei que se deteve para observar aquele pequeno pássaro. Posso saber porque?' Yama respondeu: 'Quando olhei para o pássaro, soube que ele iria imediatamente encontrar a morte nas mandíbulas de uma serpente píton. Como esse tipo de serpente não vive aqui, no alto do Monte Kailash, achei isso muito curioso'. Novamente, Garuda maravilhou-se, desta vez, pela inevitabilidade do karma."

Peguei esta breve história aqui e tem mais informações sobre o karma também.

Um texto legal sobre Karma e laços familiares aqui.

sábado, 24 de dezembro de 2011

2012: um ano para florescer




Quanto mais mergulhamos na dita realidade, mais fica difícil fugir de imagens que desanimam. O mundo fica pesado de carregar se encararmos tanta coisa feia como o que restou a se viver e conviver. Parece impossível às vezes acordar e ter esperança de que este mundo tão castigado pode ser melhor.

No entanto, como raios de sol que ultrapassam as duras nuvens de uma tempestade, há sempre provas de que algo bom ainda pode acontecer, que as coisas podem transformar-se. Não podemos nos dar por vencidos. Não, ainda, não! Cada semente do bem plantada aqui e acolá há de brotar e reverberar. Nossa missão é acreditar na força de cada uma delas que levamos conosco. Cuidá-las com carinho, incentivá-las, mostrar a elas o melhor recôndito envolto em amor para que elas possam florescer e se multiplicar.

O mal parece ser mais rápido tomando conta de tudo como erva daninha. Mas sempre haverá mãos que lutam sozinhas ou não, vagarosamente arrancando raiz por raiz a planta que tenta sufocar o florescimento das demais. Há muitas pessoas como eu e você. Muitas em todos os lugares. Muitas sementes brotaram, em lugares tão áridos que você mal poderia acreditar. Como flores no deserto, elas continuam crescendo e surpreendendo a todos com tamanha beleza em meio à sufocante escassez.

O tempo não para e nós também não poderemos parar. Todo o sistema continua se desenvolvendo, a cada respiração, enquanto pensamos o que fazer com ele, temos medo ou nos escondemos. Não deixe sua semente morrer, não a deixe morrer de desgosto. Você só precisa acreditar nela e em breve os galhos estarão tão frondosos que poderão lhe carregar nos braços.

Você tem a força para mudar tudo, reverter o quadro e pesar a balança para o outro lado. Torná-la leve como pena. Porque a semente da leveza está em você. Está em todos nós. É o sopro divino que não se apagará jamais.

Em cada dia de 2012, eu gostaria que você acordasse e pensasse em mim, em você e nas outras sementes. Em tudo que muitas delas têm feito, em cada ato isolado, como aquele que ninguém viu e o deixou orgulhoso de si, e em cada ação coletiva. Muitas sementes estão lutando com a própria vida para que outras, como eu e você, possam florescer no futuro.

Cada semente está onde deveria estar. No lugar em que seu fruto será mais proveitoso. Talvez a sua semente esteja só aguardando o momento certo para nascer. Há um plano maravilhoso a aceitar. Algo fantástico nos espera, se todos pudermos germinar e crescer juntos. 2012 está esperando para florescer. Você vem?

* A linda mandala acima é do querido Marcelo Dalla. Conheçam as outras que são lindas.

domingo, 30 de outubro de 2011

Dançando com a Vida



Já experimentou dançar ao sabor da música?
Existem melodias que nos fazem viajar
Fecho os olhos e enxergo toda a coreografia
Cada passo, cada giro, cada detalhe
Na imaginação podemos ser os melhores bailarinos do mundo

Às vezes, na vida também é assim
Precisamos nos deixar levar pela melodia que está tocando
E imaginar que somos os melhores bailarinos
Ninguém executaria melhores movimentos
É necessário ser flexível, deixar-se conduzir

Há momentos em que precisamos de evoluções mais firmes
Movimentos enérgicos, que levantariam a platéia
Impossível ficar parado

Noutros momentos, é necessário deixar-se levar
Com leveza e carinho pelo seu par
Pra dançar a dois é preciso confiança e entrega

Não há nada mais bonito que um par em sintonia
No improviso, sem ensaio,
Acompanhando cada movimento,
Como se adivinhassem o que vem a seguir

Pra dançar é preciso sentir cada nota
É preciso estar atento com alma e coração
É sentir-se parte da música
Já experimentou dançar ao sabor da vida?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Como funcionam os florais? (para céticos)

Muitas pessoas me perguntam se é preciso acreditar nos florais para que eles tenham efeito. A resposta é: não.
Os florais não têm nada a ver com nenhuma crença específica, não são magia (não no senso comum da palavra), não dependem de rituais místicos ou fé.
Os florais são "remédios" energéticos que equilibram a nossa parte mais sutil. E para tratar o que é sutil é preciso uma ferramenta igualmente sutil. Não espere encontrar nenhum químico ativo na fórmula floral. Por isso, algumas fontes tratam os florais como placebo. Porque ao analisá-los encontram apenas água e conhaque, que é o conservante na maioria das vezes utilizado nas fórmulas.
Amigos, não é por que não temos um equipamento capaz de medir a energia sutilíssima das flores que ela não existe. É muita prepotência do homem definir aquilo que não consegue explicar como inexistente ou ineficaz.
Se os florais dependessem de crença e fé não teríamos tantos resultados com crianças, animais e plantas.
Um dia teremos ainda muitos estudos que consigam satisfazer a necessidade de quem precisa de números para se sentir seguro. Eu ainda vou pesquisar com calma para trazer alguns números de estudos aqui para vocês.

Clique aqui para poder saber um pouco sobre um projeto muito legal brasileiro. O Hospital das Clínicas de Recife oferece a terapia floral gratuitamente para os pacientes com câncer. Aos poucos estamos conseguindo ganhar espaço no meio científico e acadêmico.

Outra dúvida que sempre surge é sobre o efeito das flores. Por que umas pessoas sentem muita melhora e outras não?
Temos duas opções: a primeira é o erro na indicação das essências. Se aquelas essências não são as indicadas para o momento do paciente certamente não trarão benefícios, mas também não causarão nenhum efeito contrário. Por isso, é que não devemos pegar aquela fórmula antiga e refazer sem ter noção se aquelas essências ainda servem para nós. A outra opção é: a própria pessoa não se encontra sintonizada com o aprendizado do momento. Embora para o terapeuta as essências estejam claras, para o próprio sujeito tratado aqueles desafios ainda se encontram escondidos. No livro Medicina da Alma, temos uma definição bem clara sobre essa relação entre o lado sutil do paciente e a sutileza dos florais: "A ação do floral é totalmente magnética e etérica, e a resposta dessa atuação é o restabelecimento emocional da pessoa, o que produz efeitos mais ou menos intensos conforme a vibração mento-emotiva de cada um". Nesses casos, não é preciso desistir do tratamento. O terapeuta pode trabalhar o autoconhecimento do paciente para que ele se perceba mais e que possa aos poucos, retirando as camadas do ego, chegar ao cerne de suas questões emocionais.

Se você já tiver afinidade com os assuntos relacionados à energia, leia "Como funcionam os florais?" aqui.

E, se tiver mais alguma dúvida, pode deixar um comentário ou escrever para floraisdobem@gmail.com

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sorrindo sempre


Uma das características que mais me chama atenção ao observar grandes mestres é: eles estão sempre sorrindo. Tranqüilos e sorrindo, como se nada realmente, absolutamente nada, pudesse os abalar. De seu lugar, eles observam a tudo com o entendimento de que as coisas estão exatamente como deveriam estar.

Sorriem calmamente pois não há por que ter pressa. Onde o tempo não é tempo não há para onde correr, porque simplesmente são. Diante do que para nós parece uma grande tragédia eles continuarão sorrindo, com compaixão e amor.

Como conseguem? Como controlam a tristeza diante de tantas mazelas existentes, diante do lado amargo da vida?

Eles simplesmente não precisam controlar nada pois chegaram num estágio de entendimento, infelizmente, ainda longe da nossa compreensão. Eles entenderam que o sofrimento faz parte do grande todo e deve ser transmutado. Como um veneno que se torna antídoto. Não é preciso ter medo do que virá porque enxergam tudo com os olhos do amor. E o amor não julga o que é bom ou ruim, ele simplesmente ama.

Dessa "teoria" para a nossa prática tem uma grande distância, você deve estar pensando. Mas sem a prática não se aprimora nenhuma capacidade. Então, aprimore-se na arte de sorrir, amar e compreender.

A alegria e o amor podem ser o grande remédio nas horas em que mais precisamos entender o outro e nos entender. Perdoar alguém e nos perdoar. Superar e transformar o sofrimento. Compreendê-lo como um grande incentivador e professor. Embora seja difícil, vamos começar pelo sorriso. Sorrindo sempre a gente chega lá.

>>Este texto foi publicado no site Somos Todos Um no dia 25 de Abril, veja aqui.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Não existem santos aqui


Estou um pouco cansada. Cansada de ouvir a opinião de quem sabe demais, acha-se inteligente demais, justo demais, perfeito demais. Essas mesmas pessoas que tanto se acham importantes por defender certos direitos, por ser antipreconceito, são as primeiras a levantarem a voz para julgar, julgar e julgar sem fim.

Ah, sim, elas não têm preconceitos contra gays, nem contra negros, nem são machistas, muito pelo contrário, as minorias estão salvas pelo politicamente correto. Mas nas rodinhas entre amigos julgam sim. Julgam o diferente, julgam quem pensa diferente, quem tem uma religião diferente, quem tem uma crença diferente, quem se veste diferente, quem é de uma classe diferente, quem é mais feio, quem é mais bonito, mais magro, mais gordo...e eu poderia passar o dia listando julgamentos idiotas.

Eu não me excluo. Eu julgo também. Muitos preconceitos existem o tempo todo. Quem nunca julgou o livro pela capa que atire a primeira pedra. É difícil controlar, afinal, o mundo é feito de grupos e à medida que você se inclui em um vai se excluindo de outros. Decidir quem você quer ser implica em decidir quem você NÃO quer ser.

Acho ótimo você saber quem você é, ter uma identidade forte e definida, ser realizado seja lá no que você escolheu fazer e que seja feliz. Mas, antes de julgar-se melhor que os outros avalie bem a opinião que emitirá. Você é mesmo melhor que a pessoa/grupo/categoria que você está julgando? O que lhe faz melhor que o outro? Existe alguém melhor aqui?

Estamos todos no mesmo barco. Não somos diferentes, temos algumas "qualidades" e muitos "defeitos". Alguns "defeitos" fazem mal a outras pessoas, mas algumas "qualidades" também fazem. Quem decide o que é o quê? Você? Acho que não.

Reflita quem e por que você anda julgando. É importante se quisermos ter um mundo melhor, porque, afinal, não existem santos aqui.

*Antes que alguém venha com pedras para cima de mim, isso não tem nada a ver com o episódio de um certo deputado que nem quero citar o nome. A lei que cuide dele porque o que ele faz é crime. Cabe a nós protestarmos sim contra seus absurdos. Este texto tem a intenção de debater sobre os julgamentos que emitimos diariamente, os julgamentos considerados "legais".